Editorial

FORA LULA!
PREVARICADOR E CORRUPTO!
IMPEACHMENT JÁ!


Como o Impeachment de Lula não sai, já que ele é inimputável, deixo aqui outra mensagem:

Você votaria numa MITÔMANA para presidente?


Editoriais Passados

04 Dezembro 2009

O Grupo Pão de Açúcar compra as Casas Bahia

Hoje as manchetes dos principais jornais amanheceram com a notícia de que o Grupo Pão de Açúcar comprou as Casas Bahia. Gostaria muito de saber o que o CADE tem a dizer a respeito do movimento. A bem da verdade, desde a fusão da Brahma com a Antarctica, lá pelos idos de 1999, que o CADE simplesmente se tornou um endossador de monopólios no Brasil. Começou com a mencionada fusão, seguida da compra da Casas Sendas por parte do Grupo Pão de Açúcar, gerando um virtual monopólio no Estado do Rio de Janeiro, e agora o mesmo Grupo Pão de Açúcar, que há algum tempo comprou o Ponto Frio, agora compra a Casas Bahia.

Pelas minhas contas já não restam muitas empresas de alcance nacional para competir com o novo conglomerado. Segundo me consta a Tele-Rio só está no Rio, assim como a Casa & Video. A Ricardo Eletro está apenas principalmente no ES, MG, GO, RJ e Nordeste. E a única que ainda estava em condições de competir com as Casas Bahia, apesar de atuar num segmento de renda diferente, era a Fast Shop.

Espero que o mexicano Ricardo Salinas, o dono do Banco Azteca e da rede de lojas Elektra chegue logo ao Brasil para oferecer alguma competição neste mercado, porque se depender do CADE este será apenas mais um monopólio abençoado pelo órgão.

03 Dezembro 2009

Uma banana para o Brasil

Se eu fosse hondurenho, não estaria tão preocupado com o reconhecimento ou não da legitimidade das eleições recém realizadas no país. Como dizem em inglês a Política Exterior do Brasil é completamente toothless. Cair no gosto do Brasil, principalmente para Honduras, que não possui nenhum laço comercial, cultural ou militar com o gigante sulamericano, é completamente irrelevante.

Eu sei que é difícil e lhe custa ao anão Amorim, assim como o seu chefe Apedeuta aprenderem com os EUA, mas para ter alguma relev6ancia no mundo necessita-se Soft Power e Hard Power. O Brasil nem possui o Hard Power que uma projeção militar proporcionaria, nem o Soft Power de uma projeção econômica. Imaginem só, se a Bolívia e a Argentina, dois países profundamente dependentes economicamente do Brasil não nos respeitam, porque o faria Honduras, que quase tudo o que vende segue para os EUA?

Sinceramente Lula e Amorim são dois tolos, alguém disse para os mesmos que eles eram geniais e eles acreditaram. Amorim e Lula certamente enganam a muitos brasileiros, mas lá fora o papo é outro. ninguém tem porque adular-lhes como no Brasil.

Se eu fosse hondurenho eu daria uma banana para o Brasil. Ou pensando melhor, talvez não, afinal, no meu universo, quem é mesmo o Brasil?

Campanha contra a PEC do Jornalismo

Como escrevi no post anterior, a CCJ do Senado aprovou o envio da PEC que re-estabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista para o plenário do Senado. Em Junho de 2009, o STF considerou tal exigência inconstitucional porque julgaram ferir a liberdade de expressão, cláusula pétrea da noss Constituição Federal. Pois agora os nossos Seandores, capitaneados por gente da estirpe de Inácio Arruda (CE) e apoiados até pelo Senador Agripino Maia (RN), estão propondo tergiversar sobre uma decisão do STF.

Abaixo os e-mails dos senadores para argumentar contra a aprovação desta PEC espúria:

Senadores(as) em exercício ordenados por nome
NomePartidoUF LegislaturasPeríodosEmailPágina
Acir Gurgacz PDTRO 53ª-54ª 2009-2015Senador(a)  Acir Gurgacz, envie sua mensagem Não há página pessoal para este parlamentar.
Adelmir Santana DEMDF 52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Adelmir Santana, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Adelmir Santana , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Almeida LimaPMDB SE52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Almeida Lima, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Almeida Lima , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Aloizio MercadantePT SP52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Aloizio Mercadante, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Aloizio Mercadante , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Alvaro DiasPSDB PR53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Alvaro Dias, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Alvaro Dias , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Antonio Carlos JúniorDEM BA52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Antonio Carlos Júnior, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Antonio Carlos Júnior , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Antonio Carlos Valadares PSBSE 52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Antonio Carlos Valadares, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Antonio Carlos Valadares , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Arthur VirgílioPSDB AM52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Arthur Virgílio, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Arthur Virgílio , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Augusto BotelhoPT RR52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Augusto Botelho, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Augusto Botelho , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
César BorgesPR BA52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  César Borges, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) César Borges , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Cícero LucenaPSDB PB53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Cícero Lucena, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Cícero Lucena , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Cristovam BuarquePDT DF52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Cristovam Buarque, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Cristovam Buarque , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Delcídio AmaralPT MS52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Delcídio Amaral, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Delcídio Amaral , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Demóstenes TorresDEM GO52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Demóstenes Torres, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Demóstenes Torres , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Eduardo AzeredoPSDB MG52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Eduardo Azeredo, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Eduardo Azeredo , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Eduardo SuplicyPT SP53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Eduardo Suplicy, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Eduardo Suplicy , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Efraim MoraisDEM PB52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Efraim Morais, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Efraim Morais , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Eliseu ResendeDEM MG53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Eliseu Resende, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Eliseu Resende , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Epitácio CafeteiraPTB MA53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Epitácio Cafeteira, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Epitácio Cafeteira , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Fátima CleidePT RO52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Fátima Cleide, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Fátima Cleide , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Fernando CollorPTB AL53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Fernando Collor, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Fernando Collor , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Flávio ArnsPSDB PR52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Flávio Arns, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Flávio Arns , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Flexa RibeiroPSDB PA52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Flexa Ribeiro, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Flexa Ribeiro , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Francisco DornellesPP RJ53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Francisco Dornelles, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Francisco Dornelles , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Garibaldi Alves FilhoPMDB RN52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Garibaldi Alves Filho, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Garibaldi Alves Filho , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Geraldo Mesquita Júnior PMDBAC 52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Geraldo Mesquita Júnior, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Geraldo Mesquita Júnior , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Gerson CamataPMDB ES52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Gerson Camata, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Gerson Camata , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Gilberto GoellnerDEM MT52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Gilberto Goellner, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Gilberto Goellner , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Gilvam BorgesPMDB AP52ª-53ª 2005-2011Senador(a)  Gilvam Borges, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Gilvam Borges , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Gim ArgelloPTB DF53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Gim Argello, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Gim Argello , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Heráclito FortesDEM PI52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Heráclito Fortes, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Heráclito Fortes , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Ideli SalvattiPT SC52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Ideli Salvatti, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Ideli Salvatti , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Inácio ArrudaPC DO B CE53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Inácio Arruda, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Inácio Arruda , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Jarbas VasconcelosPMDB PE53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Jarbas Vasconcelos, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Jarbas Vasconcelos , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Jefferson PraiaPDT AM52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Jefferson Praia, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Jefferson Praia , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
João DurvalPDT BA53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  João Durval, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) João Durval , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
João PedroPT AM53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  João Pedro, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) João Pedro , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
João RibeiroPR TO52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  João Ribeiro, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) João Ribeiro , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
João TenórioPSDB AL52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  João Tenório, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) João Tenório , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
João Vicente ClaudinoPTB PI53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  João Vicente Claudino, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) João Vicente Claudino , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
José AgripinoDEM RN52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  José Agripino, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) José Agripino , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
José NeryPSOL PA52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  José Nery, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) José Nery , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
José SarneyPMDB AP53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  José Sarney, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) José Sarney , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Kátia AbreuDEM TO53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Kátia Abreu, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Kátia Abreu , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Lobão FilhoPMDB MA52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Lobão Filho, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Lobão Filho , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Lúcia VâniaPSDB GO52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Lúcia Vânia, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Lúcia Vânia , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Magno MaltaPR ES52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Magno Malta, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Magno Malta , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Mão SantaPSC PI52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Mão Santa, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Mão Santa , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Marcelo CrivellaPRB RJ52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Marcelo Crivella, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Marcelo Crivella , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Marco MacielDEM PE52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Marco Maciel, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Marco Maciel , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Marconi PerilloPSDB GO53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Marconi Perillo, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Marconi Perillo , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Maria do Carmo AlvesDEM SE53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Maria do Carmo Alves, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Maria do Carmo Alves , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Marina SilvaPV AC52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Marina Silva, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Marina Silva , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Mário CoutoPSDB PA53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Mário Couto, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Mário Couto , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Marisa SerranoPSDB MS53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Marisa Serrano, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Marisa Serrano , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Mauro FecuryPMDB MA52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Mauro Fecury, envie sua mensagem Não há página pessoal para este parlamentar.
Mozarildo Cavalcanti PTBRR 53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Mozarildo Cavalcanti, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Mozarildo Cavalcanti , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Neuto De ContoPMDB SC52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Neuto De Conto, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Neuto De Conto , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Osmar DiasPDT PR52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Osmar Dias, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Osmar Dias , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Osvaldo SobrinhoPTB MT53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Osvaldo Sobrinho, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Osvaldo Sobrinho , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Papaléo PaesPSDB AP52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Papaléo Paes, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Papaléo Paes , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Patrícia SaboyaPDT CE52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Patrícia Saboya, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Patrícia Saboya , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Paulo DuquePMDB RJ52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Paulo Duque, envie sua mensagem Não há página pessoal para este parlamentar.
Paulo Paim PTRS 52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Paulo Paim, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Paulo Paim , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Pedro SimonPMDB RS53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Pedro Simon, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Pedro Simon , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Raimundo ColomboDEM SC53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Raimundo Colombo, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Raimundo Colombo , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Renan CalheirosPMDB AL52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Renan Calheiros, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Renan Calheiros , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Renato CasagrandePSB ES53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Renato Casagrande, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Renato Casagrande , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Roberto CavalcantiPRB PB52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Roberto Cavalcanti, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Roberto Cavalcanti , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Romero JucáPMDB RR52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Romero Jucá, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Romero Jucá , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Romeu TumaPTB SP52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Romeu Tuma, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Romeu Tuma , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Rosalba CiarliniDEM RN53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Rosalba Ciarlini, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Rosalba Ciarlini , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Sadi CassolPT TO52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Sadi Cassol, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Sadi Cassol , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Sérgio GuerraPSDB PE52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Sérgio Guerra, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Sérgio Guerra , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Sérgio ZambiasiPTB RS52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Sérgio Zambiasi, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Sérgio Zambiasi , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Serys SlhessarenkoPT MT52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Serys Slhessarenko, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Serys Slhessarenko , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Tasso JereissatiPSDB CE52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Tasso Jereissati, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Tasso Jereissati , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Tião VianaPT AC53ª-54ª 2007-2015Senador(a)  Tião Viana, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Tião Viana , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Valdir RauppPMDB RO52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Valdir Raupp, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Valdir Raupp , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Valter PereiraPMDB MS52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Valter Pereira, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Valter Pereira , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)
Wellington Salgado de Oliveira PMDBMG 52ª-53ª 2003-2011Senador(a)  Wellington Salgado de Oliveira, envie sua mensagem Link para a página pessoal senador(a) Wellington Salgado de Oliveira , as informações contidas nas páginas são de responsabilidade do gabinete do senador(a)

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PEC dos Jornalistas

Há muito eu me pergunto a razão da escolha do nome Democratas para substituir o antigo Partido da Frente Liberal. A princípio achei a escolha infeliz porque associa o que eu julgava serem os paladinos da Direita no Brasil com os paladinos da Esquerda dos EUA. Antes fosse só isso. Hoje creio que o que eles queriam mesmo era matar o "L", o "L" de Liberal, o "L" de Liberdade.

Ontem vi no Blog do Senador Agripino Maia o mesmo jactando-se porque a PEC dos Jornalistas, esta nefasta PEC cujo objetivo é derrubar o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a profissão de Jornalista não pode requerer diploma, nem ser exclusiva dos diplomados em jornalismo, foi aprovada pela CCJ do Senado.

Não sei se Maia defende a liberdade de expressão, ou se a sua crença é menor que o seu interesse no corporativismo da classe, que possivelmente renda mais votos que a honestidade intelectual.

Me parece um esforço inútil porque a PEC vai contra o Artigo Quinto da Constituição Federal, que necessariamente teria que ser alterado e eu duvido que haja algum político com coragem e valor suficientes para afrontá-lo. Uma vez aprovada a estúpida PEC, provoca-se o STF e este logo determinará que a mesma é inconstitucional. Analfabetismo Moral com Analfabetismo Jurídico só dá nisso mesmo. Santo STF.

Aqui trechos do Artigo Quinto:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Eu realmente esperava mais do Senador Maia. Realmente o meu saudoso Nordeste já não produz muita coisa boa por Brasília. No Senado e no DEM só se salvam mesmo o Senadores Demóstenes Torres e Senadora Katia Abreu, dois honrados representantes do Centro-Oeste Brasileiro.

Qual é o verdadeiro Lula?

Reinaldo Azevedo pouco-a-pouco confronta um Lula com outro Lula (aqui, aqui e aqui). Ele desencavou uma entrevista de Lula à revista Playboy em 1979, onde em alguns momentos, ao confrontar o depoimento dele naquele então com o que é retratado em seu filme hagiográfico hoje, ficamos com a impressão que um dos dois é mentiroso. Resta-nos então descobrir qual é o verdadeiro Lula, o inconsequente e tosco de 1979 ou o coached de 2009. O que separa os dois Lula, além dos 20 anos passados, é pelo menos muito dinheiro e muitos advogados, que o instruíram muito bem em como se comportar hoje. Sorte temos nós que, diferentemente da ex-URSS, no Brasil o passado se esquece (porque temos memória curta), mas não se apaga.

É uma pena que eu não possua esta Playboy, pois em 1979 eu tinha apenas 6 anos de idade, e nem sabia que Lula existia, e quem sabe, se o encontrasse na rua, ofereceria para ele um trabalho para capinar a roça do meu pai. Se algum leitor deste blog puder disponibilizar o PDF da revista, este escriba agradece (basta a entrevista, deixo as peladas para depois).

02 Dezembro 2009

Sobre os meninos do MEP

César Benjamin, de quem eu nunca havia ouvido falar antes, numa crítica ao filme "Lula, o filho do Brasil", escreveu na Folha de São Paulo o artigo intitulado "Os filhos do Brasil". O artigo, que eu transcrevo abaixo, é exasperante ao mostrar Lula nos seus melhores momentos, ou seja, Lula como Lula é. Estamos falando de um sujeito que "não sabe viver sem boceta" e que tentou sem sucesso violentar "um menino do MEP". Antes pensávamos que Lula era apenas vulgar, mas na verdade ele é vulgar e abjeto, asqueroso. Lula não tem decoro para ser presidente de nada (ou quase nada, talvez o sindicato que em geral é do crime).

Os filhos do Brasil (FSP 27/11/2009)
 
CÉSAR BENJAMIN
ESPECIAL PARA A FOLHA

A PRISÃO na Polícia do Exército da Vila Militar, em setembro de 1971, era especialmente ruim: eu ficava nu em uma cela tão pequena que só conseguia me recostar no chão de ladrilhos usando a diagonal. A cela era nua também, sem nada, a menos de um buraco no chão que os militares chamavam de "boi"; a única água disponível era a da descarga do "boi". Permanecia em pé durante as noites, em inúteis tentativas de espantar o frio. Comia com as mãos. Tinha 17 anos de idade.
Um dia a equipe de plantão abriu a porta de bom humor. Conduziram-me por dois corredores e colocaram-me em uma cela maior onde estavam três criminosos comuns, Caveirinha, Português e Nelson, incentivados ali mesmo a me usar como bem entendessem. Os três, porém, foram gentis e solidários comigo. Ofereceram-me logo um lençol, com o qual me cobri, passando a usá-lo nos dias seguintes como uma toga troncha de senador romano.
Oriundos de São Paulo, Caveirinha e Português disseram-me que "estavam pedidos" pelo delegado Sérgio Fleury, que provavelmente iria matá-los. Nelson, um mulato escuro, passava o tempo cantando Beatles, fingindo que sabia inglês e pedindo nossa opinião sobre suas caprichadas interpretações. Repetia uma ideia, pensando alto: "O Brasil não dá mais. Aqui só tem gente esperta. Quando sair dessa, vou para o Senegal. Vou ser rei do Senegal".
Voltei para a solitária alguns dias depois. Ainda não sabia que começava então um longo período que me levou ao limite.
Vegetei em silêncio, sem contato humano, vendo só quatro paredes -"sobrevivendo a mim mesmo como um fósforo frio", para lembrar Fernando Pessoa- durante três anos e meio, em diferentes quartéis, sem saber o que acontecia fora das celas. Até que, num fim de tarde, abriram a porta e colocaram-me em um camburão. Eu estava sendo transferido para fora da Vila Militar. A caçamba do carro era dividida ao meio por uma chapa de ferro, de modo que duas pessoas podiam ser conduzidas sem que conseguissem se ver. A vedação, porém, não era completa. Por uma fresta de alguns centímetros, no canto inferior à minha direita, apareceram dedos que, pelo tato, percebi serem femininos.
Fiquei muito perturbado (preso vive de coisas pequenas). Há anos eu não via, muito menos tocava, uma mulher. Fui desembarcado em um dos presídios do complexo penitenciário de Bangu, para presos comuns, e colocado na galeria F, "de alta periculosia", como se dizia por lá. Havia 30 a 40 homens, sem superlotação, e três eram travestis, a Monique, a Neguinha e a Eva. Revivi o pesadelo de sofrer uma curra, mas, mais uma vez, nada ocorreu. Era Carnaval, e a direção do presídio, excepcionalmente, permitira a entrada de uma televisão para que os detentos pudessem assistir ao desfile.
Estavam todos ocupados, torcendo por suas escolas. Pude então, nessa noite, ter uma longa conversa com as lideranças do novo lugar: Sapo Lee, Sabichão, Neguinho Dois, Formigão, Ari dos Macacos (ou Ari Navalhada, por causa de uma imensa cicatriz que trazia no rosto) e Chinês. Quando o dia amanheceu éramos quase amigos, o que não impediu que, durante algum tempo, eu fosse submetido à tradicional série de "provas de fogo", situações armadas para testar a firmeza de cada novato.
Quando fui rebatizado, estava aceito. Passei a ser o Devagar. Aos poucos, aprendi a "língua de congo", o dialeto que os presos usam entre si para não serem entendidos pelos estranhos ao grupo.
Com a entrada de um novo diretor, mais liberal, consegui reativar as salas de aula do presídio para turmas de primeiro e de segundo grau. Além de dezenas de presos, de todas as galerias, guardas penitenciários e até o chefe de segurança se inscreveram para tentar um diploma do supletivo. Era o que eu faria, também: clandestino desde os 14 anos, preso desde os 17, já estava com 22 e não tinha o segundo grau. Tornei-me o professor de todas as matérias, mas faria as provas junto com eles.
Passei assim a maior parte dos quase dois anos que fiquei em Bangu. Nos intervalos das aulas, traduzia livros para mim mesmo, para aprender línguas, e escrevia petições para advogados dos presos ou cartas de amor que eles enviavam para namoradas reais, supostas ou apenas desejadas, algumas das quais presas no Talavera Bruce, ali ao lado. Quanto mais melosas, melhor.
Como não havia sido levado a julgamento, por causa da menoridade na época da prisão, não cumpria nenhuma pena específica. Por isso era mantido nesse confinamento semiclandestino, segregado dos demais presos políticos. Ignorava quanto tempo ainda permaneceria nessa situação.
Lembro-me com emoção -toda essa trajetória me emociona, a ponto de eu nunca tê-la compartilhado- do dia em que circulou a notícia de que eu seria transferido. Recebi dezenas de catataus, de todas as galerias, trazidos pelos próprios guardas. Catatau, em língua de congo, é uma espécie de bilhete de apresentação em que o signatário afiança a seus conhecidos que o portador é "sujeito-homem" e deve ser ajudado nos outros presídios por onde passar.
Alguns presos propuseram-se a organizar uma rebelião, temendo que a transferência fosse parte de um plano contra a minha vida. A essa altura, já haviam compreendido há muito quem eu era e o que era uma ditadura.
Eu os tranquilizei: na Frei Caneca, para onde iria, estavam os meus antigos companheiros de militância, que reencontraria tantos anos depois. Descumprindo o regulamento, os guardas permitiram que eu entrasse em todas as galerias para me despedir afetuosamente de alunos e amigos. O Devagar ia embora.

 


São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.
Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.
Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.
Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci.

Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta".
Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o "menino do MEP" nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.
O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.

 


Dias depois de ter retornado para a solitária, ainda na PE da Vila Militar, alguém empurrou por baixo da porta um exemplar do jornal "O Dia". A matéria da primeira página, com direito a manchete principal, anunciava que Caveirinha e Português haviam sido localizados no bairro do Rio Comprido por uma equipe do delegado Fleury e mortos depois de intensa perseguição e tiroteio. Consumara-se o assassinato que eles haviam antevisto.
Nelson, que amava os Beatles, não conseguiu ser o rei do Senegal: transferido para o presídio de Água Santa, liderou uma greve de fome contra os espancamentos de presos e perseverou nela até morrer de inanição, cerca de 60 dias depois. Seu pai, guarda penitenciário, servia naquela unidade.
Neguinho Dois também morreu na prisão. Sapo Lee foi transferido para a Ilha Grande; perdi sua pista quando o presídio de lá foi desativado. Chinês foi solto e conseguiu ser contratado por uma empreiteira que o enviaria para trabalhar em uma obra na Arábia, mas a empresa mudou os planos e o mandou para o Alasca. Na última vez que falei com ele, há mais de 20 anos, estava animado com a perspectiva do embarque: "Arábia ou Alasca, Devagar, é tudo as mesmas Alemanhas!" Ele quis ir embora para escapar do destino de seu melhor amigo, o Sabichão, que também havia sido solto, novamente preso e dessa vez assassinado. Não sei o que aconteceu com o Formigão e o Ari Navalhada.
A todos, autênticos filhos do Brasil, tão castigados, presto homenagem, estejam onde estiverem, mortos ou vivos, pela maneira como trataram um jovem branco de classe média, na casa dos 20 anos, que lhes esteve ao alcance das mãos. Eu nunca soube quem é o "menino do MEP". Suponho que esteja vivo, pois a organização era formada por gente com o meu perfil. Nossa sobrevida, em geral, é bem maior do que a dos pobres e pretos.
O homem que me disse que o atacou é hoje presidente da República. É conciliador e, dizem, faz um bom governo. Ganhou projeção internacional. Afastei-me dele depois daquela conversa na produtora de televisão, mas desejo-lhe sorte, pelo bem do nosso país. Espero que tenha melhorado com o passar dos anos.
Mesmo assim, não pretendo assistir a "O Filho do Brasil", que exala o mau cheiro das mistificações. Li nos jornais que o filme mostra cenas dos 30 dias em que Lula esteve detido e lembrei das passagens que registrei neste texto, que está além da política. Não pretende acusar, rotular ou julgar, mas refletir sobre a complexidade da condição humana, justamente o que um filme assim, a serviço do culto à personalidade, tenta esconder.

Depois de muito critica pelas esquerdas, completamente viciadas e cegas pela cocaína do poder, César Benjamin dá uma resposta ao artigo acima:

Por que agora? (FSP 02/12/2009)
 
CÉSAR BENJAMIN
ESPECIAL PARA A FOLHA

DEIXO de lado os insultos e as versões fantasiosas sobre os "verdadeiros motivos" do meu artigo "Os Filhos do Brasil". Creio, porém, que devo esclarecer uma indagação legítima: "por quê?", ou, em forma um pouco expandida, "por que agora?". A rigor, a resposta já está no artigo, mas de forma concisa. Eu a reitero: o motivo é o filme, o contexto que o cerca e o que ele sinaliza.
Há meses a Presidência da República acompanha e participa da produção desse filme, financiado por grandes empresas que mantêm contratos com o governo federal.
Antes de finalizado, ele foi analisado por especialistas em marketing, que propuseram ajustes para torná-lo mais emotivo.
O timing do lançamento foi calculado para que ele gire pelo Brasil durante o ano eleitoral. Recursos oriundos do imposto sindical -ou seja, recolhidos por imposição do Estado- estão sendo mobilizados para comprar e distribuir gratuitamente milhares de ingressos. Reativam-se salas pelo interior do país e fala-se na montagem de cines volantes para percorrerem localidades que não têm esses espaços. O objetivo é que o filme seja visto por cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente pobres.
Como se fosse pouco, prepara-se uma minissérie com o mesmo título para ser exibida em 2010 pela nossa maior rede de televisão que, como as demais, também recebe publicidade oficial. Desconheço que uma operação desse tipo e dessa abrangência tenha sido feita em qualquer época, em qualquer país, por qualquer governante. Ela sinaliza um salto de qualidade em um perigoso processo em curso: a concentração pessoal do poder, a calculada construção do culto à personalidade e a degradação da política em mitologia e espetáculo. Em outros contextos históricos isso deu em fascismo.
O presidente Lula sabe o que faz. Mais de uma vez declarou como ficou impressionado com o belo "Cinema Paradiso", de Giuseppe Tornatore, que narra o impacto dos primeiros filmes na mente de uma criança. "O Filho do Brasil" será a primeira -e talvez a única- oportunidade de milhões de pessoas irem a um cinema. Elas não esquecerão.
Em quase oito anos de governo, o loteamento de cargos enfraqueceu o Estado. A generalização do fisiologismo demoliu o Congresso Nacional. Não existem mais partidos. A política ficou diminuída, alienada dos grandes temas nacionais. Nesse ambiente, o presidente determinou sozinho a candidata que deverá sucedê-lo, escolhendo uma pessoa que, se eleita, será porque ele quis. Intervém na sucessão em cada Estado, indicando, abençoando e vetando. Tudo isso porque é popular. Precisa, agora, do filme.
Embalado pelas pré-estreias, anunciou que "não há mais formadores de opinião no Brasil". Compreendi que, doravante, ele reserva para si, com exclusividade, esse papel. Os generais não ambicionaram tanto poder. A acusação mais branda que tenho recebido é a de que mudei de lado. Porém os que me acusam estão preparando uma campanha milionária para o ano que vem, baseada em cabos eleitorais remunerados e financiada por grandes grupos econômicos. Em quase todos os Estados, estarão juntos com os esquemas mais retrógrados da política brasileira. E o conteúdo de sua pregação, como o filme mostra, estará centrado no endeusamento de um líder.
Não há nada de emancipatório nisso. Perpetuar-se no poder tornou-se mais importante do que construir uma nação. Quem, afinal, mudou de lado? Aos que viram no texto uma agressão, peço desculpas. Nunca tive essa intenção. Meu artigo trata, antes de tudo, de relações humanas e é, antes de tudo, uma denúncia do círculo vicioso da extrema pobreza e da violência que oprime um sem-número de filhos do Brasil. Pois o Brasil não tem só um filho.
Reitero: o que escrevi está além da política. Recuso-me a pensar o nosso país enquadrado pela lógica da disputa eleitoral entre PT e PSDB. Mas, se quiserem privilegiar uma leitura política, que também é legítima, vejam o texto como um alerta contra a banalização do culto à personalidade com os instrumentos de poder da República. O imaginário nacional não pode ser sequestrado por ninguém, muito menos por um governante.
Alguns amigos disseram-me que, com o artigo, cometi um ato de imolação. Se isso for verdadeiro, terá sido por uma boa causa.


CÉSAR BENJAMIN, 55, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha.

César Benjamin está de parabéns. Raras vezes nos deparamos com depoimentos honestos de gente com credenciais para criticar o Governo Lula desde o próprio ninho.

Nobel da Paz manda 30 mil para a guerra

O título é chocante, mas é a pura verdade. Cabe então perguntar se o que está errado é a guerra ou o prêmio. O Pêmio Nobel da Paz foi um tremendo puxa-saquismo, para um cara que ainda nem teve tempo de dizer para que veio. Já a guerra é uma das mais legítimas que os EUA já participaram, já que está provado que o Afeganistão era sim um porto seguro para Bin Laden.

01 Dezembro 2009

Esta é a democracia das esquerdas

Aqui no México o partido equivalente ao PT brasileiro, seja pela estirpe, seja pela corrupção, seja pela falta de vergonha é o PRD (Partido de la Revolución Democrática). A Cidade do México se divide em diversas delegações (são uns quase municípios, sem camara de vereadores), sendo uma delas Iztapalapa, a maior delegação do Distrito Federal em população, com 1,85 milhão de habitantes, maior em população que muitos estados do país.

Nas últimas eleições de Julho passado, em Iztapalapa houve um verdadeiro simulacro de democracia (aí sim um verdadeiro simulacro, dos que a Mme Kirchner gosta). Por problemas dentro do próprio partido PRD, o seu candidato não pôde concorrer, mas o PRD indicou o vice da chapa do PT cujo cabeça de chapa chamava-se Rafael Acosta, alias "Juanito". Aparentemente havia um pacto espúrio onde "Juanito" se elegeria com o apoio de Andrés Manuel López Obrador (alias AMLO), ex-Governador do Distrito Federal mexicano, e candidato derrotado das últimas eleições presidenciais, e "Juanito" renuciaria para dar lugar a Clara Brugada, sua vice indicada pelo partido de AMLO. Só que na hora "H" "Juanito" decidiu ficar. Tudo isso aparentemente muito comum em política.

Acontece que agora o PRD quer promover o impeachment de "Juanito" para que a vice, que é de seu partido, assuma. Está é a democracia das esquerdas.

Parodia y Simulacro Democrático

Segundo o Jornal espanhol El País, na sua cobertura da "Cimeira" dos países iberoamericanos, há bastante discordância entre todos os países sobre a legitimidade das recentes eleições presidenciais em Honduras. Em particular a fala que intitulou este post, de nada mais nada menos que a celerada presidenta da Argentina Cristina Kirchner. Ninguém melhor que a Madame Kirchner para falar sobre "Parodias y Simulacros", já que a sua própria eleição foi um simulacro. Tem gente que realmente não se emenda.

30 Novembro 2009

Quem estaria mais perplexo?

Leio que o Governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e o seu vice Paulo Octávio emitiram notas se dizendo perplexos com o ato de torpe vilania ao qual estão sendo vítimas. Neste mundo tudo é relativizável em função do lado em que se está, e em função das circunstâncias que se vive. O ato de vilania ao qual eles se reverem, assim o é porque realmente há que se ser muito cafajeste para filmar a um corrupto recebendo dinheiro, isso simplesmente não é justo! Quanto ao estarem perplexos, é necessário perguntar um pouco mais. Estão perplexos pelo que fizeram, assim como se não reconhecessem a si mesmos nas filmagens? Estão perplexos porque nunca esperam serem pegos? Estão perplexos porque não criam que sofreriam (aindam não sofreram) uma punição exemplar? Estão perplexos porque descobriram que não há honra entre ladrões?

Certamente eles não estão mais perplexos do que eu, e certamente não mais do que muitos que criam que José Roberto Arruda era diferente de Joaquim Roriz. Mas certamente ficarei mais perplexo se o DEM não ficar perplexo e não reagir expulsando-os, ou ficar simplesmente perplexo.

Mas para não ficar tudo na perplexidão, podemos pelo menos afirmar que o episódio corrobora com a suspeita de muitos de que a oposição realmente é incompetente. O Mensalão do Lula, José Dirceu, João Paulo Cunha, José Genoíno e Delúbio Soares nunca foi registrado em vídeo, apesar de movimentar provavelmente uma fortuna muito maior. Pelo menos na corrupção o PT é muito mais profissional que a oposição.

Os rios correm para o mar

Este final-de-semana foi um período de bastante reflexão, tanto para mim como para a minha esposa e alguns amigos. Sábado almoçamos na casa de uns amigos brasileiros, que também convidaram um casal de amigos mexicanos, gente muito distinta. A conversa girou em torno das idiossincrasias dos dos países, México e Brasil.

Um dos temas principais foi a impunidade, ou a sensação de impunidade aqui no México. Falou-se do exemplo do Governador do Estado de Puebla, Mario Marín, que foi flagrado em gravações onde discutia pedofilia com um outro pedófilo, mas porque as gravações eram ilegais, o mesmo continua na sua cadeira de governador, e a jornalista que trouxe a público estas gravações faz pouco estava na cadeia por difamação. Discutíamos que possivelmente no Brasil um caso desses não teria o mesmo desfecho que no México. Por mais que o sujeito não fosse em cana porque as provas foram obtidas de forma ilegal, o próprio opróbrio faria com que todos o rejeitassem, inclusive o seu partido, e ou ele cairia no estracismo, ou pediriam o seu impeachment, ou o mesmo seria expulso do partido, neste caso o PRI (O Partido de la Revolución Institucional, seja lá o que isso signifique). Mas logo depois me lembrei do recém desvelado caso de José Roberto Arruda, atual Governador do DF, e seu partido o DEM, e neste momento em que escrevo, lembro-me de TODOS os mensaleiros, que hoje estão muito bem, como bem vaticinou Delúbio Soares, o mensalão não passaria de uma piada de salão (obviamente que dos salões onde esta súcia convive). Isso tudo me fez pensar que o Brasil talvez não seja tão diferente do México assim. É muito provável que a corrupção que aqui acontece no varejo, com cada policial em cada esquina, no Brasil aconteça no atacado, Delúbio e Cia  que o digam, assim como os Aloprados do Dossiê contra Serra, José Roberto Arruda, e o mesmo Lulinha.

Hoje minha esposa me perguntava como poderia se dar o processo onde uma pessoa honesta se tornasse um corrupto, e se era possível que houvesse uma pessoa sequer honesta na política. Como em todas as minhas respostas, a primeira coisa que saiu da minha boca foi o famoso "depende". É que realmente depende de muitas coisas. Para começar depende do tamanho da eleição para a qual se concorreu. Não é a mesma coisa se candidatar à prefeitura de um município pequeno que a um município grande. Não é o mesmo se candidatar a Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal ou Seandor. Um voto para Senador no Ceará não custa o mesmo que um voto para Senador em São Paulo o Rio de Janeiro.

Para começar se eleger para qualquer coisa custa muito dinheiro, dinheiro que muitas vezes o político de boa fé não possui, e que mesmo eleito, não poderia pagar com o próprio salário. Por que eu tiraria do meu bolso para me eleger, por muito idealista que eu fosse? Por amor à pátria? Acontece que eu já pago os meus impostos e isso me parece mais que suficiente. Não tenho nenhum problema em compartilhar o meu intelecto e a minha energia em prol do meu país, do meu estado, do meu município ou do meu bairro, mas pagar por isso me parece despropositado. É aí que começa o problema. Se o sujeito não é rico o suficiente (talvez se eu fosse rico, quem sabe me candidatasse e me financiasse por pura filantropia, por que não?) para bancar sem sentir dor a própria candidatura, é óbvio que por muito honesto que seja, o dinheiro que ele investiu vai fazer falta mais tarde. É neste momento que chegamos a um ponto de inflexão: Se o sujeito é suficientemente honesto, ele logo atinará que em algum momento ele vai ter que ser desonesto e por isso nem se mete na política. Se ele for honesto, porém incauto, é possível que ele só se dê conta da roubada lá na frente, e aí novamente o ponto de inflexão: sou um "pouco desonesto" e pelo menos recupero o que eu investi (sem lucro, ;e claro!) e me viabilizo como político, ou assumo a perda financeira e caio fora porque essa não é a minha praia?

A outra opção é aceitar os famosos doadores de campanha. Por que uma empresa doaria a uma campanha de um político? Seria esse um genuíno ato de boa fé, sem nada em troca esperar? Eu sinceramente acho que não. É óbvio que há expectativas de natureza Latu sensu e outras de natureza Strictu sensu. Não é a mesma coisa uma empresa digamos fabricante de automóveis que me patrocine a campanha porque eu defendo a desoneração de impostos para todo o governo ou para uma determinada indústria, com um tom de impessoalidade que todo o mercado se beneficiaria, que outra que me patrocina porque amanhã eu lhe facilitarei um contrato para a construção de uma hidroelétrica, ou mudarei a lei para que ela possa se fundir com uma outra empresa que hoje em dia não é possível. Nesta discussão parece que a Impessoalidade é chave.

Depois também temos o atual sistema político e os seus partidos, que hoje possuem o monopólio eleitoral. No Brasil, assim como no México, não só apenas é possível se candidatar ao cargo que for através de um partido político, como os partidos necessariamente tem de ser nacionais. Não é difícil discernir que onde há monopólio (ou monopsônio), sempre há distorção. O atual sistema obriga o cidadão a se acercar a um partido se o mesmo cidadão quiser se postular a qualquer cargo político. Caso nenhum partido o agrade ele pode até fundar o seu próprio partido, mas é necessário possuir não sei quantos filiados por estado para que este partido tenha acesso ao pleito, seja ele nacional, estadual ou local. Se partimos do princípio que os atuais políticos são a escória da sociedade, verdadeiros párias morais sustentados com o dinheiro dos nossos impostos, associar-se a qualquer partido é se associar à súcia reinante.

Como podemos ver até o momento, não há muito para onde correr. Ou corrompe-se de cara, ou corrompe-se depois.

Mas digamos que exista um partido sério, necessariamente de abrangência nacional, e que um cidadão honesto e de reputação ilibada decida se candidatar por este partido. Então chegamos na hora do financiamento de campanha. Todos sabemos que na conjuntura atual não há dinheiro que alcance para pagar pelas campanhas políticas, com ou sem financiamento público. Digo isso porque mesmo com financiamento público, basta que o outro candidato aceite ou use o recurso dos "recursos não contabilizados" para que a disputa se torne desigual. O que fazer então? Jogar pelas mesmas regras do outro? E se um empresário gente boa nos oferece um dinheiro em espécie, tipo como o que ofereceu à turma do Arruda no DF, aceitamos? Todos sabemos que aquilo que não resiste à ausência de quatro paredes e à luz do sol, pelo menos na política, geralmente não é lícito. É óbvio que o dinheiro vem de algum caixa-dois, esta prática corriqueira, tanto na economia como na política do país. É válido sujar-se um pouco em nome de um bem maior? Porque por muito boa que seja a ideologia e o idealismo, se não chegamos às vias de fato da política, de posse de um cargo eletivo que possa minimamente influenciar a forma como se fazem leis ou se governa neste país, estaremos apenas pregando no deserto.

Eu não consigo chegar a outra conclusão senão a seguinte: Quem entra para a política ou é sujo, ou tornar-se-á. É triste, mas infelizmente é verdade. E aí me surge a pergunta? Se todos ou são ou serão, o que se faz de nós que votamos nessa gente? Também o somos? Somos seus cúmplices objetivos, apesar de não nos beneficiarmos?

Acho muito difícil mudar a política de uma hora para outra, mas há outros fatores que certamente diminuiriam as oportunidades de corrupção. Baratear as campanhas é uma delas. Aqui no México o TRE daqui inclusive possui formas de detectar financiamentos ilegais. Criaram uma espécie de tabela de custos standard de eventos. Um showmício vale tanto. Um spot na televisão vale tanto. Uma viagem para fora da cidade vale tanto em função da distância e do meio de transporte. Desta forma é indiferente se o candidato pagou pelo jatinho ou pelas passagens de avião, pois o simples fato de usá-los já entra na sua conta. Quem sabe isso ajudasse um pouco no Brasil.

A outra coisa que poderia coibir ou desestimular a corrupção é o tamanho do governo. Todo e qualquer governo é corrupto, e quanto maior o governo, maior a corrupção. É por isso que há países onde eleger um político pode ser mais ou menos "rentável" que noutros. Tudo depende do tamanho e da amplitude do exercício da influência, assim como a discricionariadade das decisões, a transparência e a existência de checks and balances. Um TCU formado por políticos nomeados pelo presidente certamente não é um órgão isento, só pra começar por cima.

Um executivo forte é um exemplo de uma porta aberta para a malversação de recursos. Convenhamos que é muito mais fácil se decidir mal quando a decisão depende apenas de um sujeito, que se todo um parlamento tenha que se colocar de acordo numa sacanagem, mas não que não exista, o Brasil é sempre um exemplo nisso, vide o escândalo das passagens na Câmara dos Deputados, ou há algum tempo os "anões do orçamento", ou mesmo recentemente o mensalão.

O fato é que quanto menor o governo, quanto menor for a sua influência na economia, menos corrupção. Se a Petrobrás fosse privada, o fato de um político querer isso ou aquilo não daria em nada, mas hoje, quando ele coloca um apaniguado no comando, é óbvio que ela vai financiar quadrilhas de São João nos municípios governados por Prefeitos do partido da situação, ou quem sabe geraá mais empregos no estado governado pelo partido da situação. Isso vale para a Petrobrás, mas também vale para a Infraero, para a duplicação de rodovias, para o asfaltamento de ruas, para a eletrificação, até para a reforma agrária.

E voltando ao mais recente caso de corrupção no Brasil, eu sinceramente espero que o DEM expulse José Roberto Arruda, mesmo significando uma baixa em termos políticos, já que era o seu único governador. Reputação é uma coisa que demora muito em se conseguir, mas que se perde facilmente.

27 Novembro 2009

Sexo desejado, consequências não

Volta e meia aparece nos noticiários as iniciativas do governo de dar uma volta na proibição do aborto no Brasil (distribuindo a pílula do dia seguinte no carnaval), ou dos governos de justificar as suas atitudes liberando o aborto como é o caso do México.

Estava vendo no G1 toda a polêmica gerada quando descobriram que alguém vendia Cytotec (um remédio para úlceras mas também um abortivo) no Orkut, ou o site pró-aborto que vendia por EUR 70 um remédio que provocava o aborto.

Me chamou muito a atenção o depoimento de algumas brasileiras clientes deste site, justificando os seus atos. Uma das palavras que mais se lê é "Conveniência". Vivemos num mundo onde a conveniência justifica o descarte de qualquer coisa que a prejudique.

Na reportagem o G1 apresenta dois depoimentos de duas brasileiras (eu procurei no site que vende o abortivo e não os encontrei), mas me chocou principalmente o último depoimento:

"Fiquei aliviada por ter resolvido aquela situação que poderia me prejudicar profissionalmente, prejudicar meu filho e minha família e criar um vínculo indesejado com o pai"

Por que não ponderou todas essas consequências antes de fazer sexo irresponsável? Custava usar uma maldita camisinha? Que pai em potencial é este para o qual se abre as pernas mas não se quer um vínculo?

O nosso mundo está sendo tomado pelo egoísmo, pela sede de prazer imediato e inconsequente. Em nome dos desejos imediatos faz-se qualquer coisa e quem paga o pato é uma criança inocente.

Castelo de Areia

Leio hoje em quase todos os jornais que a moratória de alguns títulos do Emirado de Dubai derrubou boa parte dos mercados financeiros do mundo. Para ser sincero, eu nunca entendi a mecânica financeira de Dubai. Eu até entendo a lógica da Cia Aérea Emirates, da mesma forma que eu entendo a lógica da Cia Aérea Panamenha Copa. 90% das pessoas que voam para Dubai ou o Panamá, o fazem em trânsito para outros países, porque tanto Dubai como Panamá se encontram bem localizados no meio do caminho entre regiões importantes. O primeiro entre o Ocidente e o Oriente, e o segundo entre a América do Norte, a América Central e a América do Sul.

Quando li que mais da metade dos guindastes de construção civil se encontravam em Dubai num dado momento, sempre me perguntava quem compraria aqueles apartamentos e escritórios. Por que uma empresa que não atua em Dubai, e a economia de Dubai, não fosse a gastança, simplesmente não existe, se instalaria em Dubai. Turismo, é possível, quem sabe as pessoas quisessem ficar (e depois deizer que ficaram) num hotel 7 estrelas, mas será que isso sustentaria aquela economia? Me parece muito sacrifício, sair de casa do outro lado do mundo para gastar uma grana num lugar que só possui desertos.

O meu vaticínio é que ou Dubai quebra, ou é resgatado (como já o foi antes) pelo emirado vizinho de Abu Dhabi, que ainda possui petróleo (o de Dubai acabou há algum tempo). Mas seja que solução for, eu realmente não acredito que o dinheiro enterrado naquelas areias seja recuperado.

26 Novembro 2009

A tragédia e os cretinos

Acabo de ler no G1 que um pai desesperado com o consumo de drogas de seu filho chamou a polícia em Minas Gerais, e o filho acabou morto ao atacar um policial com uma faca. Hoje saiu no G1, mas temo que esta tragédia se repete muito mais do que se imagina ou se noticia. Quem é que leu o livro intitulado "O Estudante" e não ficou tocado com o drama daquela família? Quantas outras tragédias teremos que assistir?

Quem hoje defende a descriminação do tráfico de drogas, ou não possui filhos, ou é simplesmente um cretino. O narcotráfico é um problema, obviamente causado pelo consumo, mas muitos analistas esquecem que, se por um lado não haveria oferta se não houvesse consumo, por outro uma boa parte do consumo só acontece por causa da farta oferta. Não foram os usuários que inventaram a cocaína ou o crack, e sim os narcotraficantes em busca de mais lucros.

Precisamos de mais penas e penas mais pesadas contra o narcotráfico (prisão perpétua, pena de morte, etc), assim como menos leniência com os usuários de drogas, que se por um lado são vítimas, também oferecem riscos à sociedade. Usuários de drogas, quando flagrados usando as drogas, ou quando flagrados sob os efeitos das mesmas, deveria ser detidos, e após passado o efeito, levados diante de um juiz que deveria sentenciá-lo a um centro de desintoxicação compulsório. Quem sabe assim largassem o vício, seja pelo opróbrio, seja pela terapia.

Em lugar de o Governo Federal gastar fortunas com medicamentos anti-virais para controlar as infecções oriundas da promiscuidade homossexual (vide "Barebacking: a nova moda do sexo"), deveria era investir este dinheiro em centros de tratamento de toxicômanos, estes sim verdadeiras vítimas da incapacidade do Estado de aplicar as leis.

Farinha pouca e o Pacto Federativo

O Pré-Sal e a forma como o atual governo, oportunista e delinquente, vem tratando o assunto, está gerando um verdadeiro racha no Pacto Federativo, uma verdadeira luta fratricida entre os estados, por um pedaço deste quinhão. Como dizem no Rio de Janeiro, "Farinha pouca, no meu pirão primeiro".

Ontem vi o deputado Mauricio Rands, do PT de Pernambuco, falando cheio de razão que parte desta riqueza tinha que vir para Pernambuco, como se fosse um direito natural. Eu não sei qual é o direito natural, mas se houvesse algum, deveria ser baseado em população. Uma divisão igualitária entre estados geraria mais pobreza, pois seguramente impulsaria verdadeiros baronatos de políticos em estados pequenos ou de pouca população, como podem ser muitos estados do NE, e muitos estados do CO e N, com muito dinheiro e com pouco com que gastá-lo.

Um pouco de luz sobre o obscurantismo da Mudança Climática

Ontem Reinaldo Azevedo passou rapidamente em sua coluna diária uma notícia de que Hackers haviam roubado a troca de e-mails entre cientistas engajados em estudos sobre a mudança climática, nomeadamente na Universidade de East Anglia na Inglaterra. Não sebe-se exatamente o que os criminosos buscavam, eles que atuam como verdadeiras hienas, fuçando tudo e todos até encontra algo valioso, mas o fato é que encontraram alguns e-mails suspeitos e os divulgaram num site na Rússia. Fala-se de vigarice na interpretação dos números do aquecimento global, de forma a favorecer certas teses de que foi a existência humana quem provocou tudo que o que aparentemente vemos. O Reinaldo também falou de um fenômeno que acontece no Oceano Pacífico, chamado The Pacific Decadal Oscillation. Aqui um excelente artigo em português sobre o fenômeno.

Para os ecologistas eu deixo a seguinte mensagem: Um pouco menos de paixão, um pouco mais de razão, e para os ecologistas vigaristas, um pouco mais de conhecimento, honestidade e menos vigarice ajudariam à humanidade.

24 Novembro 2009

Fernando Lugo dando novo sentido ao "Amai-vos uns aos outros"

Já conhecíamos a Teologia da Libertação, mas como bem disse Reinaldo Azevedo, Fernando Lugo, o falso ex-bispo que hoje é Presidente do Paraguai, está reinventando a Teologia, não mais da libertação, mas da Inseminação. O G1 informa que o malandro já está enfrentando o seu terceiro caso de reconhecimento de paternidade. Segundo o seu advoga, todo o processo de reconhecimento de paternidade é apenas uma tentativa de enlamear a imagem de Lugo? É possível enlamear mais a imagem de um religioso promíscuo? E que fique bem claro, a crítica não é pelo desrespeito ao celibato, coisa que eu não dou a menor pelota, é pela promiscuidade mesmo. 3 ou 4 filhos com mulheres diferentes se parece à conduta e à estatura moral de um presidente de uma república, mesmo que seja uma republiqueta como o Paraguai? E ainda por cima só reconhecer a paternidade quando instado? No meu saudoso Nordeste, quando um sujeito emprenha uma moça, o pai da moça diz o seguinte: "Já sei que você é macho, agora quero saber se é homem também".

Já sabemos que Lugo é Macho, mas será Homem também? Eu desconfio que como todo bom oportunista e esquerdista (perdão pelo pleonasmo), eu acho que não.

Reinaldo Azevedo no Programa do Jô - Impressões

Acabei de assistir no site da Globo à entrevista de Reinaldo Azevedo. Eu gostei do que vi mas achei a entrevista curta, provavelmente por causa do manifesto que o Reinaldo fez contra a visita de Ahmadinejad ao Brasil. Acho que o Reinaldo tocou em pontos polêmicos como o desrespeito à imprensa por parte do Governo de Lula, e a total intolerância a críticas, mas para ser entrevistado pelo Jô Soares, é necessário saber ser entrevistado. Jô Soares não tolera qualquer protagonismo de seus entrevistados. No seu programa a estrela é ele, e por isso ele logo cortou o Reinaldo Azevedo. Uma pena para o Reinaldo, uma pena para o Jô.

Reinaldo Azevedo no Programa do Jô

Aqui a entrevista do Reinaldo Azevedo no Programa do Jô.

21 Novembro 2009

Tarso Genro continua Ministro da Justiça

Que espécie de idiota afirma, como Tarso Genro afirmou, que o estado italiano é facista, e ainda assim continua no seu assento, principalmente sendo Ministro da Justiça? Às vezes me pergunto se Tarso Genro é autista, idiota, cretino ou oportunista. O cara diz uma besteira atrás da outra, desdenha da democracia e destrói a nossa imagem lá fora. Este imbecil, que antes foi Ministro da Educação, só esta onde está porque Lula, o apedeuta inimputável, o deixa onde está. Este é o imbecil que tem a pretensão de se candidatar a Governador do Rio Grande do Sul. Espero que perca, e perca humilhantemente, apesar de que não há humilhação suficiente para apagar a cretinice de um comunista.

Eis a fala do Ministro:

"A Itália de hoje não é um país Nazista nem Faciscta, embora o Movimento Facista lá seja forte e galopante, inclusive em setores do governo".

Este é o delinqüente que hoje comanda a nossa Polícia Federal. Pobres de nós.

19 Novembro 2009

Um tratado sobre a Covardia

Como aqui o link do post do Professor Adolfo Sachsida discorrendo como só ele sabe discorrer, sobre o nefasto que é ser covarde.

New Castro, Same Cuba

Acabou de sair o novo relatório do Human Rights Watch sobre os (des) respeito aos direitos humanos na Ilha Prisão de Cuba.

Já era hora de alguma ONG de Direitos Humanos começar a contrabandear armas para Cuba, para dar alguma forma de os supostos dissidentes se defenderem das arbitraridades das autoridades locais. Nada que alguns balaços na cara de alguns policiais não semeie um pouco de medo e respeito. As leis deveriam ser vias de duas mãos, quando não o são, quando o estado oprime o indivíduo em lugar de protegê-lo, é hora de o indivíduo se defender sozinho do estado. Parece que este é o caso de Cuba.

O regime sanguinário dos irmãos Castro só vai ruir se for de dentro pra fora, de preferência provando de seu próprio veneno.

Prisão perpétua para Battisti no Brasil

O meio jurídico brasileiro passa por um impasse oriundo da decisão de pelo menos 5 ministros do STF de deixar nas mãos do Presidente da República a prerrogativa de extraditar ou não Cesare Battisti.

Se Lula decide por extraditá-lo, Battisti só poderá cumprir no máximo 30 anos de cadeia, que é o máximo permitido pelo Brasil. Se Lula decidir por não extraditá-lo, Battisti se encontrará num limbo jurídico armado pelos 5 sábios do STF, Ayres Britto, Eros Grau, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio Mello e Carmen Lúcia, que foram os que votaram pela prerrogativa de extraditár Battisti ou não. A razão é muito simples. O STF já determinou que os crimes de Battisti foram crimes comuns e por isso ele não é elegível ao Refúgio Político. Por outro lado o Brasil, se se negar a extraditá-lo, sem o argumento já tornado inconstitucional do Refúgio, estaria flagrantemente descumprindo um tratado internacional de extradição e passaria a abrigar um criminoso condenado em outro país. Não fosse isso suficiente, o STF não poderia libertar Battisti porque o mesmo STF já determinou que ele deveria ser extraditado.

Neste limbo legal, Battisti ficaria preso por tempo indeterminado, até que fosse extraditado, já que não cabe mais recurso contra a extradição.

Só no país da jabuticaba, da pororoca, do PT e do Lula. Só no Brasil. Macro poderes a micro intelectos. Só no Brasil.

O dia em que o STF se suicidou

Quando pensamos que o Brasil e suas instituições havia cometido o pior e derradeiro erro, logo vem o Brasil para nos provar errado. Lula já havia conseguido corroer o Parlamento, tanto por fora como por dentro, usando o seu prestígio e a sua influência, principalmente a econômica, para colocar no comando das duas casas verdadeiros jagunços seus, gente abjeta porém eficaz. Foi Renan Calheiros, está sendo José Sarney, foi o Comunista do Brasil Aldo Rebelo (imaginem o extase dos nossos revolucionários), foi Severino Cavalcante. Lula desmoralizou o parlamento, e o parlamento se permitiu ser desmoralizado, mas por sorte o parlamento se renova a cada 4 anos, assim que o povo, o mesmo povo que lá colocou esta gente abjeta, tem a possibilidade de de lá retirá-los. Da mesma forma a instituição da Presidência da República. Se o povo achar que está cansado de assistir aos tipos de carinhos que Marisa Letícia dedica ao Apedeuta (que Reinaldo Azevedo disse pensar que fosse Discovery Channel - não Reinaldo, é Animal Planet!), e também por sorte os presidentes não podem passar mais de 8 anos consecutivos no poder (apesar de não faltar vontade), o povo lá os põe e de la os tira. Mas o que dizer do Supremo Tribunal Federal?

Por conceito uma Democracia Republicana (palava que o abjeto Tarso Genro adora proferir) está apoiada em três pilares: O Executivo, o Parlamento (ou Legislativo) e o Judiciário, que conceitualmente deveriam ser independentes entre si, e o mais independente de todos deveria ser o Judiciário. Mas por que? Porque nas democracias é sempre o judiciário que dá a última palavra quando há uma controvérsia, e se a controvérsia for constitucional, mais ainda. É para garantir a independência do Judiciário que seus membros são vitalícios nos proventos e possuem uma idade compulsória de aposentadoria, mas nunca podem ser demitidos sumariamente, como ministros de estado, e só podem ser julgados por seus pares. Por isso a enorme discussão sobre o preparo e a independência de José Toffoli, quando este foi indicado por Lula à vaga de Menezes Direito no STF. Um Presidente da República influencia um país pelos anos que ocupa a cadeira e mais uns outros até o seu legado desaparecer. Um ministro do STF influencia verdadeiras gerações, dependendo de sua idade ao ser indicado, como foi o caso de Celso de Mello, indicado quando ainda era um jovem advogado por José Sarney (um caso muito parecido ao de Toffoli) e agora José Toffoli.

Ontem o Supremo Tribunal Federal quiz fazer companhia ao Parlamento. Não sei se por ignorância, solidariedade ou má fé, mas o STF mergulhou com as quatro patas e toga na lama da abjeção. Que mais da metade dos atuais Ministros foi nomeada por Lula, disso todos sabemos, mas até ontem muitos de nós críamos que os Ministros do STF possuíam algo mais em suas trajetória de vida que apenas a indicação do Presidente-Apedeuta. Ayres Britto, que até então parecia um homem independente e sensato, apesar de algumas decisões claramente medíocres, ontem se revelou um verdadeiro vassalo de Lula. Ayres Britto inaugurou a genuflexão na alta corte. Não me perguntem o porquê e o porquanto, mas ele certamente deve saber. Ontem o Supremo Tribunal Federal se transformou na AGU colegiada e de toga. Ontem o Supremo Tribunal Federal se transformou no mais novo órgão consultivo da Presidência da República. Ontem o Supremo Tribunal Federal chamou para si a irrelevância, quando deu a vitória final ao execrável Tarso Genro. Tanto conhecimento jurídico em vão. Tanta discussão para decidir se o homicida Cesare Battisti deveria ser extraditado ou não, apenas para logo depois dar a prerrogativa ao Presidente da República.

Se o STF já se queixava quando o Senado não acatava as suas decisões, hoje coloca essa prerrogativa de bandeja na mesa de Lula, assim como a cabeça de João Batista foi dada a Herodias. Amanhã NINGUÉM vai acatar a decisão nenhuma do STF ou de qualquer outra corte.

Ontem o Supremo Tribunal Federal se suicidou, e o fez com o veneno que Lula lhe proporcionou. Ayres Britto é a estricnina do STF (não sem a ajuda das "vaginas flatulentas" de Eros Grau). Ontem escreveu-se um dos capítulos mais tristes do possível início da derrocada da Democracia no Brasil.

To be continued...

18 Novembro 2009

Everardo, evite respirar, por favor...

Everardo S. Ferreira, este post é dedicado a você, este intelectual cearense enrustido (e quem sabe mais o que enrustido), que não se cansa de comentar e não ser publicado neste blog. Antes eu havia indicado que você fizesse o seu próprio blog, em lugar de ficar patrulhando os demais, mas você não me ouviu porque continua aqui. Agora vou te recomendar uma leitura: A Rebelião das Massas, de José Ortega y Gasset. Ali você vai se encontrar. O seu ego vai inflar como nunca, ao ver-se ali retratado.

Pensando no seu conselho de evitar o Rio de Janeiro, justamente a cidade em que eu radico e a cidade que eu quero ver limpa dos enrustidos e dos não-enrustidos, eu também te deixo um conselho:

Everardo, evite respirar, por favor...

O ranking da corrupção na América Latina

Aqui o ranking da América Latina, com as posições originais dos países no ranking mundial:

025 - Chile
025 - Uruguai
035 - Porto Rico
043 - Costa Rica
061 - Cuba
075 - Brasil
075 - Colombia
075 - Peru
075 - Suriname
079 - Trinidad e Tobago
084 - El Salvador
084 - Guatemala
084 - Panamá
089 - México
099 - República Dominicana
099 - Jamaica
106 - Argentina
120 - Bolivia
126 - Guiana
130 - Honduras
130 - Nicarágua
146 - Equador
154 - Paraguai
162 - Venezuela
168 - Haiti

Esta é a posição da América Latina (ou Latrina) no Ranking Mundial da Percepção de Corrupção da Transparência Internacional. Parece não haver nenhuma surpresa quanto ao fato de todos os países Bolivarianos (e seus vassalos como é o caso da Argentina) se encontrarem abaixo do número 100, com a única excessão de Cuba, onde ou os entrevistados tinham medo de dar a sua opinião, ou simplesmente não há o que se roubar. Vai ver a verdadeira redistribuição de renda bolivariana se dá através da corrupção, o que não deixa de ser um approach válido, principalmente em tempos de morais elásticas como os de hoje.

A presença do Chile no topo não é nenhum surpresa, e certamente é devida à limpeza feita por Pinochet na política. Noutros países, os que naquele país desapareceram, são hoje a neo-burguesia, vivendo de bolsa-terrorista e afins. A Costa Rica é uma espécie de Chile da América Central, o único país realmente respeitável na região. O Panamá caminha nesta direção mas ainda vai demorar um tempo. Para mim a surpresa foi o Brasil. Pensei que com a súcia que o governa hoje, os entrevistados se sentissem mais estorquidos que de costume, já que temos um estado repleto de gente com ficha criminal.

Vale ressaltar que a lista é de apenas 180 países, que o Iraque se encontra na posição 176 e a Rússia na posição 146, verdadeiros divisores de águas neste assunto.

17 Novembro 2009

Mais censura no Brasil

Vi a deixa no Coturno Noturno. O Estadão de hoje publica reportagem sobre censura prévia praticada pela Justiça de MS, motivada pelo Deputado Estadual José Riva. Mais uma vez observa-se o perigo que há na associação de magistrados medíocres ou mal-intencionados com políticos que se julgam intocáveis. Isso tem que acabar!

13 Novembro 2009

O que vai debaixo da peruca

Aqui no México diz-se que as botas que uma pessoa calça podem lhe ser justas ou podem lhe sobrar. Definitivamente para a Ministra Dilma Rousseff, as botas lhe estão alguns números sobrando. Só a Lula se lhe ocorreria colocar uma pessoa tão pálida de idéias (e por isso a prepotência), tão carente de luz própria como Dilma Rousseff.

Olhem só trecho da reportagem onde ela fala sobre o apagão de quarta-feira:

"Você está confundindo duas coisas, minha filha. Uma coisa é blecaute. Ninguém pode prometer que um sistema - nós trabalhamos num sistema de transmissão de milhares de quilômetros de rede – tenha interrupções, ninguém promete que não vai ter. O que nós prometemos é que não terá nesse país racionamento. Racionamento é barbeiragem"


Dizem que no Rio Grande do Sul, no tempo de sua passagem por lá, que Dilma Rousseff, a mitômana, era especialista em convencer as pessoas de que era muito competente. A sua maior competência era vender a sua imagem de competente. Não é muito difícil se constatar de que no Governo Federal também.

Mas não é por menos, para ser fantoche de analfabeto tem que ter realmente um vácuo entre as orelhas. E só Lula, na sua boçalidade e arrogância, tentaria meter este chouriço para o eleitorado.

12 Novembro 2009

Só a luz para eliminar as trevas

Yoani Sánchez foi a última vítima de violência do Regime Ditatorial Cubano. Por um lado nem me admirei tanto já que os gorilas, por sua folha corrida, estavam até bastante tolerantes. Acontece que os tempos mudaram e eles se encontravam numa cilada. Todos criam que eles fariam o que fizeram e eles sabiam que se o fizessem teriam todos os dedos apontados para eles. Mas como fez o escorpião com a rã, é da natureza deles e cedo ou tarde sucumbem à sua natureza. O lobo perde o pelo mas não perde o vício.

Agora Yoani resolveu dar o troco, está publicando as fotos de todos os que ela crê que a seguem e a ameaçam. Não deixa de ser divertido porque o truque dos regimes autoritários é suprimir as redes de comunicação não oficiais, mas aprece que a internet é inexorável inclusive dentro do biombo do velho regime.

Agora só falta que a joguem nas masmorras do regime, mas aí nem os nefelibatas e cínicos de plantão poderão defender o regime que coloca detrás das grades uma ganhadora do Prêmio Ortega y Gasset. Yoani pode ser a gota que falta para o vaso transbordar... Será que os iluminados do regime cairão nesta armadilha? Espero que sim.

A inexorabilidade do tempo

 No Brasil, não faz muito tempo (há 16 anos), existia um Presidente da República, hoje morto, chamado Fernando Collor de Mello. Apesar de haver sofrido impeachment, por incrível que pareça, foi um dos responsáveis pelos maiores avanços tecnológicos do país, pois abriu as nossas fronteiras para os produtos importados, de qualidade infinitamente superior aos domésticos, e que estão aqui para ficar. Fernando Collor ostentava diferentes camisas em seu cooper dominical, e numa delas ele dizia:  "O tempo é o senhor da razão". Trata-se de uma tremenda verdade, pena que nem ele acreditava no que escrevia, já que nunca deu tempo ao tempo para que a história lhe fizesse justiça. Justamente quando apareceu um ladrão maior que ele, digno não de um, mas de uns vinte impeachments, ele em lugar de eperar a sua oportunidade na história, logo prestou vassalagem ao beato de Garanhuns.

Anyways, tudo isso para explicar o título do post. Eu vou mesmo é falar da Venezuela.

Leio por todos os lados que o Presidente da Venezuela, o impostor Hugo Chávez Frias, está fazendo o que pode para distrair o povo com o seu chamado de guerra contra a Colômbia, uma espécie de segunda Guerra das Malvinas, agora em latitudes mais tropicais, mas ninguém lhe faz caso. Hoje os venezuelanos, seja qual seja sua classe socio-econômica, estão mais preocupados com coisas básicas como o que vão comer na próxima refeição. Uns por não ter dinheiro e outros por não ter o que comprar com o seu dinheiro. Dizem que as luzes de Caracas se apagam um pouco depois da meia-noite e só voltam com o raiar do sol. Com a falta de luz vem a falta de água, e os cínicos banhos bolivarianos de 3 minutos. Justamente no país com as maiores reservas de gás natural das Américas. Imaginem se não possuíssem tanto petróleo.

Collor certamente tinha razão em seu lugar comum da inexorabilidade do tempo: Cedo ou tarde a incompetência desta gente aflora, ou melhor, cai de madura. Cedo ou tarde, mais cedo que tarde, Hugo Chávez vai ter que prestar contas ao povo da Venezuela, já que propaganda oficial não devolve a luz às casas, e sem luz não há nem televisão nem rádio para ouvir a cantilena oficial do bufão. Mais cedo que tarde veremos o bufão pendurado pelo pé em praça pública, linchado, ou fugindo covardemente do país como fez Fugêncio Batista em Cuba.

Assim como o sol nasce para todos, da mesma forma o tempo passa para todos, e para alguns remove o veu da ignorância. A Argentina também pouco-a-pouco acorda para a mediocridade geral da nação, e para a mediocridade particular do casal presidencial, dois caipiras aproveitadores da província.

Uma hora será o Brasil também, ou talvez já seja. O vácuo de ideias de Dilma Rousseff já começa a ser notado. Há 3 anos foi Ministra das Minas e Energia. Para o azar dela no Brasil não há o teleprompter de estimação de Barak Obama. Debaixo da peruca da ministra há muita semelhança com uma cabaça vazia. Ali não há nada, nem boas intenções. Quem manda ser boneca de ventríloquo analfabeto...

Collor realmente tinha razão, uma pena que enquanto era vivo, antes de que vendesse a sua alma ao diabo, não se guiava por dita razão.

11 Novembro 2009

O Brasil sempre se reafirmando

Sim, acabo de assistir a CNN agora de manhã, apenas para ver o Brasil se reafirmando, não como potência, mas como o país da piada pronta.


Numa só manchete as reviravoltas da saia curta, onde o apresentador inglês da CNN Internacional não entende como é que na pátria do carnaval de do biquini, uma moça pode ser hostilizada por um vestido curto, e por outro lado, o inexplicável inexplicado blackout.

Ele só não se perguntou se é este o país que vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Mas também não precisa né? TODOS nós já estamos NOS PERGUNTANDO.